Dia 11 : Villadangos Del Parango – Astorga – Rabanal del Camino

Villadangos Del Parango – Astorga – Rabanal del Camino

Mais uma vez o caminho segue junto à estrada, pelo menos até Astorga, onde ia trocar os travões, pois estes já se encontram bem no fim.

Astorga é uma cidade mt catita, recebe-nos logo com uma vieira enorme.


Depois pudemos ainda nos deliciar com imensas fotos junto a esta mochila que era basicamente do meu tamanho.


Uma parte mt gira do caminho é qd nós, que somos sempre os últimos a sair, encontramo-nos com os restantes peregrinos, que levam sempre mais de uma hora de avanço, aqui foi mm na praça central, onde existe o palácio de Gaudi e lembra-nos de Barcelona, desta feita em versão reduzida!


Somos inúmeras vezes ultrapassados por ciclistas, que partiram mais atrás de nós, ora se eles vão a pedalar e eu a tirar foto...ia a empurrar a bicicleta :S
Astorga cumprimentou-nos com ruas quase tão inclinadas, como a nossa na Graça, só lhe faltava a calçada portuguesa e estava quase lá!

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Depois de Astorga, iríamos começar a subir para Rabanal del Camino , onde planeavamos ficar à noite. O mapa indica que é sempre a subir, no entanto , tivemos a agradável surpresa de termos rectas e até descidas, o que facilitou, face aos mais de 30ºC que se faziam sentir.
Paramos a meio da subida para almoçar, eu sabia que a selecção jogava hoje, mas pensava que era à noite, qd passei junto ao balcão vi que era daí a 10 min, perguntei se ia dar o jogo e ia mesmo!! Deixamos a sombra da esplanada e fomos para dentro.


As bandeiras, a vouvuzela… O Espanhol olhou para mim e disse-me, nem penses em fazer esse barulho horrível aquí dentro, meu sr esteja descansado, nem tocarei, se jogarem como da outra vez, nem merecem…. Pois ao 7º golo o Sr já dizia, toca a vouvuzela, toca, toca lá…

Finalmente chegamos a Rabanal sob um calor insuportável, saimos para ir às compras e quando voltamos… Voltei a sentir-me mal, pela segunda vez.

Depois de duas chegou o momento, Thiago, não estou bem, assim não dá! Vou parar…

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Estatística
Distância: 51,62 km
Tempo: 3h:59m:08s
Vel Média: 13,23 km/h
Vel Máx: 39,70 km/h

Dia 10 : El Burgo Ranero - Léon - Villadangos Del Parango

El Burgo Ranero - Léon - Villadangos Del Parango

Começamos novo dia, mas com a mesma paisagem, mesmo de bicicleta temos a sensação de estar a ver o mesmo. Ontem quando conversei com uma rapariga no albergue, perguntei-lhe se estava a gostar dos dois últimos dias,disse-lhe que para mim eram um pouco repetitivos, ela disse-me os seus últimos sete têm sido iguais. Se de bicicleta cansa imagino a pé, afinal não somos assim tão lentos, é só uma questão de perspectiva. No entanto ela estava a adorar, já não tinha espaço para mais um único penso nos pés e quanto menos subisse melhor.

Pedalamos sempre com curiosidade da nova povoação, será que vai superar a anterior, vai ser ainda mais bonita e rústica e depois descobrimos isto mesmo em frente à área de descanso de Villarente del Puente!



Chegamos a Léon, a emoção é grande quando avistamos a Catedral, se é assim em Léon imagino em Santiago. Tinha colocado um novo desafio e o desejo é grande , assim como a vontade de prosseguir, nem vimos bem a cidade e depois do descanço, obrigatório agora, continuámos.

Sair de León é uma emoção, simples e passível de imaginarem, fazendo uma comparação com Portugal, primeiro passamos por Alfragide e depois chegamos ao Carregado e assim aterramos em Villadangos Del Parango, no albergue com vista para a Auto-Via!



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Estatística
Distância: 63,32 km
Tempo: 4h:43m:47s
Vel Média: 13,38 km/h
Vel Máx: 43,90 km/h

Dia 9 : Carrión de los Condes - El burgo Ranero

Carrión de los Condes - El burgo Ranero

Novo dia, vamos ver como reage o corpo. O comprimido que a médica me deu parece estar a fazer efeito e sinto-me melhor.

Como não meter conversa com uma brasileira: “Os seus alforges são mt giros” São o quê? Parece que a palavra giro não existe no diccionário, tentei legal. Depois de lhe darmos um pouco de conversa começou a falar que nem típica brasileira, a dizer o quanto estava atrasada, que não ia conseguir, que parava em todos os museus , que conversava com todo o mundo, que dormia a sesta e que os 18 dias que tinha programado não davam. Dizemos-lhe que tb estavamos atrasados porque me tinha sentido mal, perguntou-me logo se bebia água das fontes, disse-lhe que sim e ela logo indicou para não o fazer, mt gente se queixava que ficava mal do estômago qd bebia essa água. Ok, daqui para a frente só água engarrafada, de facto tem a sua lógica.

Começamos por pedalar 17 km em terra batida, até a próxima localidade Calzadilla de la Cueza, pela primeira vez , um casal de ciclista foi sempre connosco, depois percebi que ainda tiravam mais fotos que eu, daí a sua lentidão.

Parámos para almoçar em Sahagún e pela primeira vez fizemos o que já devíamos ter feito, dormimos um pouco depois do almoço. Depois dos primeiros dias mais enublados, agora o sol veio para ficar e o calor é simplesmente impossível à hora de almoço.



Para minha sorte o caminho passa a ser feito sempre junto à estrada, pelo menos é mais fácil seguir na estrada e não perdemos nada do caminho. A paisagem é que é sempre a mesma. Apesar de os mapas indicarem que o caminho é sempre plano, é tão plano como o carrossel o paraíso e vamos sempre a subir e descer, subtilmente é um facto, mas mais cansativo.
Andei um pouco mais que deveria, mas o objectivo é tb recuperar o atraso e até me tenho sentido melhor.
Chegamos a El Burgo Ranero, onde vamos dormir, os hospitaleiros mais receptivos que tivemos (bem Boadilla não conta, porque nem os consegui ouvir :S), mesmo toda suada, tive direito a dois beijinhos e de onde és? Portugal? Ah que bonito, fizemos o caminho de Santiago desde Lisboa, vimos bastantes plantações e só comiamos tomates aos pequeno-almoço :D

Para quem aguentou às 22h sairam todos para ver o pôr do sol, eu a essa hora à muito que dormia...

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Estatística
Distância: 63,33 km
Tempo: 4h:31m:33s
Vel Média: 13,99 km/h
Vel Máx: 38,69 km/h

Dia 8 : Boadilla – Carrión de los Condes

Boadilla – Carrión de los Condes

Saimos de Boadilla, em direcção a Frómista.

Depois de uma boa noite de sono, das melhores e mais longas que tive, pensei que acordasse bem. Mas não foi o caso, estava igual à noite anterior. Em Frómista, articulamos três hipóteses:

1. Apanhar o comboio para Léon e prosseguir de lá com um dia para descansar e ainda ganhamos um dia de avanço.

2. Ficarmos e irmos lentamente, apenas até Léon.

3. Esta terra tem um centro de saúde?!




Fomos até ao centro e saúde, eram 10h00m, disponibilizaram consulta às 14h, tão tarde?!?!? Depois de fazer a minha cara mais doente, aliás não exigia mt esforço, consegui consulta para as 11h30m. Eramos 3 pessoas às 11h30m e mais 3 às 11h37m, mentalmente articulei todas as minhas queixas em Espanhol, pois só teria 2 min para falar. A médica foi super simpática e com alguma linguagem gestual à mistura, lá me diagnosticou uma gastroenterite. Segunda-feira, vais começar a sentir-te melhor, afirmou! Para não perdermos mt tempo, ainda fizemos 20 km, mas com bastante esforço e parando em todas as terras, para comer, beber água, etc. Um novo objectivo foi colocado, chegar a Léon, depois conforme me sentir, logo vemos…

+ Fotos











Estatística
Distância: 31,43 km
Tempo: 2h:22m:40s
Vel Média: 13,21 km/h
Vel Máx: 30,14 km/h